O Novo Mapa Judiciário (J. Neg. 22 Fev. 2012)
O Novo Mapa JudiciárioQuase todos os que criticam o novo mapa judiciário ou fizeram bem pior quando tiveram responsabilidades ou jamais apresentaram uma proposta alternativa. Mas este é o discurso público que vinga em Portugal.
Portugal Tem que Mudar de Vida (J. Neg. 25 Jan. 2012)
Portugal Tem que Mudar de VidaEsperemos que o Governo entenda que não pode aplicar austeridade para corrigir as loucuras dos últimos vinte anos e, ao mesmo tempo, permitir o regabofe da distribuição de sinecuras bem remuneradas aos seus amigos. A continuar por este caminho vai acabar muito mal. A classe política tem que mudar de vida antes de pregar que Portugal tem que mudar de vida. O Governo parece incapaz de mudar de vida. Se assim for, é mais um Governo falhado de mais uma oportunidade perdida.
Um Feliz 2012 (J. Neg. 28 Dez. 2011)
Um Feliz 2012Seis meses de Governo PSD-CDS. Faz o que pode. Patina por todos os lados. Uma desilusão em muitas pastas (mas não em todas). Como bem alertou a União Europeia na semana passada, já está totalmente condicionado pelos grupos de pressão e os interesses corporativos que vivem à sombra do Estado. As reformas são adiadas. Muito faz-de-conta para ir cumprindo formalmente o memorando da troika sem esbarrar demasiado nos lóbis. O ano de 2012 vai também nisso ser difícil para o Governo.
Continuar a Ficção (J. Neg. 15 Dez. 2011)
Continuar a FicçãoA crise do euro mostrou a ficção da União Europeia. Os Estados membro não são todos iguais. As instituições europeias são absolutamente irrelevantes quando a coisa é séria. Os grandes princípios bonitos anunciados nos Tratados são letra morta quando o pragmatismo da realidade económica assusta. Manda quem paga, e quem paga é a Alemanha.
A Espanha depois do 20 (J. Neg. 17 Nov. 2011)
A Espanha depois do 20NMas é do ponto de vista político que os erros a evitar são mais evidentes. Por exemplo, a urgente reforma dos governos regionais em Espanha arrisca-se a emperrar como a reforma das autarquias portuguesas. O partido do governo é maioritário no poder regional/autárquico pelo que tem um interesse limitado em efectivamente mudar o que há. No entanto, esta reforma é fundamental para qualquer objectivo de racionalidade da despesa e organização do Estado. Uma oportunidade perdida pelos compromissos partidários do momento.
A Direita e a Esquerda em Crise (J. Neg. 3 Nov. 2011)
A Direita e a Esquerda em CriseDesde fora, a discussão do Orçamento de 2012 é de quem não entende a situação muito complicada em que está Portugal. As opções do Governo podem ser péssimas, inconstitucionais, injustas, economicistas, foribundamente neoliberais. Mas do lado de quem critica ainda não se viu o orçamento alternativo dentro dos compromissos assumidos pelo Estado português. Uma possibilidade, claro está, é romper esses compromissos e pagar as consequências com a miséria alheia. A outra é acreditar no Pai Natal. Mas até que nos mostrem o tal orçamento alternativo, a oposição ao Orçamento de 2012 é pura e simples demagogia, a mesma que trouxe Portugal ao "buracão" sem futuro em que está metido.
Aumentar a Produtividade por Dez (J. Neg. 24 Out. 2011)
Aumentar a Produtividade por DezEsta é a receita que Portugal precisa, a nossa arma secreta: se cada português passar uns meses no Governo, aumentamos a produtividade individual dez vezes. Não há reformas económicas ou políticas que possam produzir semelhantes e invejáveis resultados a tão curto prazo. O factor dez é simplesmente brutal.
Apontamentos de Outono (J. Neg. 6 Out. 2011)
Apontamentos de Outono
O Governo é aquilo que pode ser. Incumpre promessas eleitorais porque não tem força para mudar muito do que está mal. Esgota-se no programa de resgate; não tem nenhuma agenda reformista sólida. Dizer que é um governo neoliberal é pressupor que há uma programa coerente e consistente de reformas. Até agora ainda não se viu nada. E certamente a política orçamental é tudo menos neoliberal.