Nuno Garoupa

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Quinta-feira, Junho 25, 2009

O Fim do Neoliberalismo Virou Crise Profunda do Centro-Esquerda (J. Neg. 21 Jun. 2009)

O Fim do Neoliberalismo Virou Crise Profunda do Centro-Esquerda

A crise aberta na social-democracia europeia não vai ser fácil de resolver. É a segunda crise profunda numa geração. A primeira crise, após o fim do bloco soviético e o auge das políticas de privatização e liberalização, deu lugar à terceira via no Reino Unido ou à esquerda plural em França. Quinze anos depois chega a segunda crise, ainda mais profunda. Bem pode dizer-se que o centro-esquerda anda de crise em crise, de refundação em refundação. Agora até o Partido Socialista francês fala em mudar de nome. Temo que desta vez não vai ser fácil encontrar a quarta via!

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Violência de Género: Um Tema Esquecido em Portugal (J. Neg. 4 Jun. 2009)

Violência de Género: Um Tema Esquecido em Portugal

Evidentemente que leis temos, e declarações de grandes objectivos, e redes de apoio, e até planos nacionais de combate à violência de género. Mas é como sempre. Não funciona, não tem efectividade, serve muito, mas muito pouco. A sociedade civil em Portugal ignora o tema. A comunicação social não tem causas, prefere viver da agenda conveniente que os políticos querem em vez de pressionar a elite política a assumir responsabilidades e compromissos. Aos partidos da esquerda bem como ao governo é mais fácil agitar o aborto ou o casamento homossexual como prioridades. Combater a violência de género exige um plano bem pensado e financiado, um pacote legislativo bem estruturado, um conjunto de medidas que não se reduzem a aprovar uma lei avulsa no Parlamento e a anunciar piedosas intenções.

Quinta-feira, Maio 21, 2009

O Bloco Central e o Voto Responsável (J. Neg. 20 Maio 2009)

O Bloco Central e o Voto Responsável


Em 2013 Portugal estará como está hoje, como estava em 2005, como estava em 2002, e como estava em 1999. Estagnado. Em crise. Com políticas públicas irracionais, sem sentido, mal pensadas, mal implementadas, e sem resultados importantes. Por isso, o BE e o PCP terão 30%. Com Bloco Central ou com maioria absoluta do PS.

Quinta-feira, Maio 07, 2009

A Reforma da Reforma e os Erros dos Outros (J. Neg. 7 Maio 2009)

A Reforma da Reforma e os Erros dos Outros

Outro excelente exemplo deste fenómeno em Portugal são muitas das medidas de simplificação administrativa conhecidas como Simplex. Ao contrário da crítica que se ouve muitas vezes, não me parecem mera propaganda deste governo. Contudo, o verdadeiro preço pagaremos mais tarde, quando se verifique que substituir o controle prospectivo pelo controle retrospectivo da legalidade nunca pode funcionar numa economia com tribunais ineficazes e congestionados como a nossa. Como tantas vezes no passado, podemos até vir a ter os mesmos que defendem esse programa, e recusam agora qualquer crítica, a ser os principais responsáveis da reforma da simplificação administrativa!

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Os Pilares do Nosso Sistema Político e a Conversa da Treta (.J. Neg. 23 Abr. 2009)

Os Pilares do Nosso Sistema Político e a Conversa da Treta

Quem pensa que não votar ou ao votar em branco ou nulo é uma forma de protesto anda muito enganado. Porque a preocupação do primeiro-ministro e dos partidos políticos com a abstenção acaba na noite eleitoral. A abstenção em Portugal está hoje em níveis deprimentes para uma democracia com 35 anos. E, no entanto, os dois maiores partidos não fizeram nenhum esforço de reformar politicamente o nosso sistema democrático.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

A Falta de Higiene Democrática não Mata mas Deixa Ferida (J. Neg. 9 Abr. 2009)

A Falta de Higiene Democrática não Mata mas Deixa Ferida

Evidentemente que as reformas na justiça deviam ter passado por aqui, mas não passaram. Os nossos governantes andam demasiado ocupados para terem tempo para as mais elementares regras de higiene democrática. A qualidade da democracia não é uma prioridade e pode esperar. Até quando?

Quinta-feira, Março 26, 2009

O Fim do Neoliberalismo e o Afundamento do Centro-Esquerda (J. Neg. 26 Mar. 2009)

O Fim do Neoliberalismo e o Afundamento do Centro-Esquerda


Todos os dias somos convidados pela imprensa europeia (a imprensa norte-americana tem uma linha editorial bem diferente) a pensar que o capitalismo neoliberal chegou ao fim. Pouco dizem sobre o novo sistema económico que supostamente está a nascer, mas a morte do neoliberalismo não parece oferecer dúvidas à grande maioria dos intelectuais europeus. Ao mesmo tempo, um comentário aqui, uma notícia acolá vai dando conta da derrota profunda para que se prepara a esquerda europeia em Junho, com o consequente reforço da maioria de direita no Parlamento Europeu, e a mais que provável repetição de Durão Barroso como presidente da Comissão, supostamente o símbolo do neoliberalismo europeu. Algo parece falhar na realidade. O modelo neoliberal afunda-se definitivamente, mas a direita ganha, e o símbolo institucional do neoliberalismo parece reforçado.



As eleições de Junho em leitura nacional podem ou não confirmar o fim do velho rotativismo entre PS e PSD e a consolidação de um sistema multipolar de partidos. Tudo indica que o sistema partidário português está em transformação, com a confirmação do PS como partido do centro com vocação maioritária (se tem ou não tem maioria parlamentar veremos em Outubro), e dois pólos minoritários, um à direita (PSD e CDS) e outro à esquerda (PCP e BE).

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